Como fazer simulados para concursos de Psicologia e melhorar seu desempenho na prova

1 de setembro de 2026
Arte em fundo vinho com a frase "Como fazer simulados para concursos psi?" e a marca Professora Monique Mistura.

Oi, Psi!

Há uma diferença importante entre resolver uma bateria de questões e fazer um simulado para concurso de Psicologia. Falaremos sobre isso neste post!

Um simulado é uma prova que você aplica em si mesma tentando reproduzir, na medida do possível, as condições que encontrará no dia do concurso.

Isso significa que há um tempo fechado, as disciplinas aparecem misturadas, você não escolhe qual assunto será cobrado primeiro e não pode parar para consultar o material quando surge uma dúvida.

É justamente por isso que o simulado para concursos de Psicologia consegue mostrar coisas que uma simples lista de questões por assunto não mostra.

Quando você estuda Psicopatologia hoje e resolve questões de Psicopatologia logo depois, aquele conteúdo ainda está fresco. Amanhã, você estuda Avaliação Psicológica e faz questões de Avaliação Psicológica.

Só que, no dia da prova, não funciona assim… Nela, você pode sair de uma questão longa de Psicologia Social e cair diretamente em uma questão sobre resolução do Conselho Federal de Psicologia. Depois vem Psicopatologia. Depois políticas públicas. Depois Psicologia Organizacional… Tudo misturado!

Seu cérebro precisa fazer essas trocas o tempo inteiro, enquanto o relógio continua correndo.

O simulado é o lugar em que você treina isso antes de precisar fazer pela primeira vez no dia da prova.

E há ainda outro ponto importante: aplicar o simulado é apenas metade do trabalho. Conferir o gabarito, calcular a porcentagem de acertos e pensar “fui bem” ou “fui mal” é muito pouco diante de tudo o que aquele simulado pode mostrar sobre a sua preparação para concursos de Psicologia.

Uma boa correção de simulado precisa responder, pelo menos, a duas perguntas:

  1. Por que eu errei essa questão?
  2. Quanto tempo eu gastei para chegar nessa resposta?

A partir daí, o simulado deixa de ser apenas uma forma de medir desempenho e passa a ser uma ferramenta para decidir o que precisa ser ajustado antes da sua prova.

Separei abaixo alguns erros que vejo com muita frequência e, principalmente, o que eu faria no lugar. Vamos ver?

Preciso terminar o edital inteiro antes de fazer simulados?

Não.

Eu entendo perfeitamente de onde vem essa ideia. Parece injusto fazer uma prova sobre assuntos que você ainda nem estudou.

Mas o objetivo do simulado não é dar um veredito sobre a sua preparação.

O simulado serve para mostrar como você se comporta diante de questões diferentes, dentro de um tempo limitado. E isso já pode ser observado muito antes de você terminar todo o conteúdo programático do edital.

Se até agora você estudou Psicopatologia, Avaliação Psicológica e Código de Ética, por exemplo, eu faria um simulado com essas disciplinas.

Ainda não estudou SUS? Não coloque SUS. Essa é a ideia.

A ideia é que o simulado cresça junto com a sua preparação.

Conforme novos conteúdos entram no seu ciclo de estudos, eles também passam a aparecer nos simulados seguintes.

O que eu não faria é esperar chegar perto da prova para aplicar o primeiro simulado.

Porque descobrir faltando duas semanas que você conhece o conteúdo, mas não consegue terminar a prova dentro do tempo, é uma informação importante demais para chegar tão tarde.

Como controlar o tempo durante um simulado?

Simulado sem controle de tempo não é simulado.

Se você tira o tempo da equação, volta a resolver uma bateria de questões.

Pode ser uma ótima bateria de questões. Pode ajudar muito no seu estudo. Mas ela não estará treinando uma das maiores dificuldades de uma prova de concurso: administrar o conhecimento que você possui dentro do tempo que a banca oferece.

Você precisa começar a produzir dados sobre a sua própria forma de fazer prova.

Posso consultar o material durante o simulado?

Não.

Se você abre o PDF, consulta uma aula ou pesquisa uma informação durante o simulado, muda aquilo que está sendo avaliado.

O resultado deixa de mostrar o que você consegue recuperar sozinha e passa a mostrar o que consegue localizar no seu material.

No dia da prova, essa consulta não estará disponível.

Como corrigir um simulado para concurso?

Essa talvez seja a parte mais importante de todo o processo.

Não termine a correção do simulado na porcentagem de acertos.

Perceba: a nota informa menos do que parece. Ela depende das questões escolhidas, do nível de dificuldade, dos assuntos que apareceram, do ano da prova e até do perfil da banca organizadora.

Por isso, eu não pegaria um resultado de 72% em um simulado e concluiria: “Hoje eu faria 72% na minha prova.”

O que eu faria é usar o simulado para descobrir por que cada erro aconteceu.

Na correção, eu observaria sempre duas variáveis:

acerto e tempo.

O que aconteceu O que pode indicar O que eu faria
Acertou com facilidade O conteúdo está disponível e é recuperado com facilidade Não colocaria esse ponto como prioridade de revisão
Acertou, mas demorou demais Você conhece o assunto, mas ainda recupera a informação com esforço Revisaria o ponto específico e resolveria novas questões
Errou rapidamente Pode haver confusão entre conceitos ou problema de leitura Identificaria exatamente o que foi confundido
Errou no final da prova, já sem tempo O problema pode estar no ritmo de execução e não no conteúdo Testaria outra estratégia de ordem e gerenciamento do tempo

Como saber se o erro foi de conteúdo, leitura ou falta de tempo?

Essa classificação muda completamente a forma como você deve revisar. Se o erro realmente foi de conteúdo, volte ao ponto específico que causou a dificuldade. Você precisa descobrir qual comportamento produziu aquele erro e observar se ele aparece novamente no simulado seguinte. É assim que a correção de questões começa a produzir estratégia de estudo.

Onde o simulado entra no ciclo de estudos para concursos de Psicologia?

O simulado não substitui o estudo das disciplinas. Também não substitui as questões que você resolve depois de estudar cada assunto. São estratégias diferentes e cumprem funções diferentes dentro da preparação. Eu trataria o simulado como um evento específico do planejamento de estudos, porque ele exige um bloco maior de tempo e, de preferência, um período em que seja possível ficar sem interrupções.

Depois da correção, os pontos identificados como prioritários voltam para a rotina normal de estudos. Por isso, se a sua semana ainda não possui uma sequência minimamente organizada de disciplinas, eu começaria resolvendo isso. As revisões que aparecem depois do simulado precisam encontrar um lugar dentro do planejamento. Expliquei como organizar essa estrutura no artigo sobre ciclo de estudos para concursos de Psicologia.

Posso usar prova de outra banca como simulado?

Pode. Principalmente enquanto você ainda está construindo a sua base ou quando há poucas provas de Psicologia disponíveis da banca responsável pelo seu concurso. Conforme a data da prova se aproxima, eu aumentaria a presença de questões da banca organizadora do seu certame. Porque, nessa fase, você não está treinando apenas conteúdo. Também está treinando o estilo da banca, a construção dos enunciados, a formulação das alternativas, o nível de literalidade e a forma como determinados conteúdos de Psicologia costumam ser cobrados.

É assim que o simulado para concursos de Psicologia começa a trabalhar a favor da sua aprovação.

Se você ainda não possui provas para começar esse treino, reuni provas anteriores no meu Banco de Provas de Psicologia.

Bons estudos!

Com carinho,

Prof. Monique.

Mentorias

Depois de alguns simulados aparece uma dúvida difícil de resolver sozinha: o erro que continua se repetindo no mesmo assunto, mesmo com o tempo controlado, e o que ainda dá para mudar no tempo que falta até a prova. Esse é o tipo de decisão que a gente toma junto na mentoria, olhando os seus resultados de perto.

Ver como funciona a mentoria

Prof. Monique Mistura

Quem escreve

Prof. Monique Mistura

Psicóloga, servidora pública federal, professora e mentora de psis que estão se preparando para concursos públicos de Psicologia.

Ler a história completa da Prof. Monique

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